O país enfrenta a pior onda de calor desde o Black Summer, com mais da metade da população australiana em risco de altas temperaturas. A onda de calor deve se estender pela semana, alterando padrões de clima e elevando o risco de incêndios. As áreas mais atingidas são a costa e o interior de diversos estados.
O Bureau of Meteorology alertou para condições secas e quentes que elevam o fogo a níveis extremos. Temperaturas podem ultrapassar 45C em partes da Austrália, com o calor avançando de WA para SA, NSW e Victoria a partir de terça-feira.
Com o aumento das temperaturas, os perigos de incêndio devem atingir patamares extremos em SA, Victoria e interior de NSW. Bans totais são esperados em amplas regiões, conforme as condições se agravam. A sequência de dias quentes é associada a quedas de água e energia.
Condições e impactos
Estimativas indicam uma janela de três dias, de quarta a sexta, com calor extremo sobre grande parte de NSW e norte de Victoria. As áreas entre Melbourne e Sydney devem enfrentar altas prolongadas, incluindo regiões litorâneas com temperaturas em 40s.
Especialistas apontam que o calor pode pressionar a rede elétrica, elevando o risco de interrupções por demanda elevada de ar-condicionado. Empresas de energia ressaltaram a preocupação com blecautes não programados.
O período de calor é considerado o mais intenso desde o verão de 2019-2020, quando o país vivenciou incêndios devastadores que deixaram mortes e grandes áreas queimadas. As autoridades enfatizam a necessidade de preparo.
Contexto climático
Os especialistas destacam que 2025 figura entre os anos mais quentes já registrados na Austrália, com temperaturas médias nacionais 1,3C acima da média de 1961-1990. Esse cenário se soma a 2024, que também foi muito quente no país.
Autoridades citaram que SA e WA registraram anos atípicos de calor. Entre janeiro e março, e entre outubro e dezembro, várias regiões enfrentaram ondas de calor com severidade variada, refletindo tendências climáticas atuais.
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