Li Chenggang, vice-ministro do Comércio da China, tornou-se o principal negociador das conversas comerciais com os EUA, em meio a uma relação econômica tensa que perdura há anos. Sua atuação é marcada por ritmo firme e foco estratégico, buscando manter a trégua bilateral e avançar em objetivos chineses.
Em outubro passado, antes de um cume importante, o então secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, descreveu Li como alguém que desrespeitou protocolos diplomáticos, sinalizando um tom mais agressivo nas negociações. Li já tinha atuação consolidada em questões de exportação, regras de comércio e tecnologia.
O perfil de Li é o de um diplomata pragmático: fumante contumaz, colecionador de porcelana e mestre em direito do comércio, com excelente domínio do inglês. Sua trajetória inclui experiência na Organização Mundial do Comércio e, recentemente, a liderança de negociações que cruzaram várias capitais europeias.
Entre abril e outubro, Li conduziu tratativas que passaram por Genebra, Estocolmo e Londres, cobrindo temas como controles de exportação de terras raras, compras agrícolas e acesso a semicondutores. O objetivo é sustentar um comércio bilateral anual próximo de US$ 660 bilhões.
Em 2025, o trabalho de Li ajudou a estabilizar, ainda que briguem por termos mais favoráveis, a relação entre Washington e Pequim. O governo americano sinalizou interesse em visitas de alto nível a China, com possíveis encontros entre Xi Jinping e o presidente norte-americano no decorrer deste ano.
O esforço conjunto envolve diplomatas, empresários e ex-funcionários americanos que reconhecem sua presença marcante em reuniões, com uma “presença executiva” que contrasta com o estereótipo de burocrata. Li é visto como alguém capaz de detalhar políticas e alcançar resultados sob a estrutura da lei de comércio internacional.
Ao longo de 2024 e 2025, Li mostrou preparo técnico para defender interesses chineses, incluindo a proposta de manter sob controle questões sensíveis de exportação enquanto busca expansão de compras de(as) commodities americanas e facilitar o acesso a componentes tecnológicos.
Na avaliação de especialistas, a equipe comercial chinesa sob Li ganhou coesão e slanta para implementar orientações vindas do topo, fortalecendo uma linha de negociação com foco na ordem multilateral de comércio. Observadores destacam planejamento cuidadoso e visão estratégica.
O histórico de Li na Organização Mundial do Comércio o ajudou a cultivar redes diplomáticas e uma prática de leilões legais em defesa de interesses chineses. Analistas apontam que seu papel deve permanecer central nas conversas com os EUA nos próximos anos.
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