O Departamento de Defesa dos EUA anunciou que a ferramenta de IA Grok, criada por Elon Musk, será integrada às redes do Pentágono ainda neste mês. A declaração foi feita por Pete Hegseth, na sede da SpaceX, no Texas, durante evento na segunda-feira.
Hegseth informou que a integração abrangerá redes classificadas e não classificadas de todas as estruturas do departamento. Ele também apresentou uma nova “estratégia de aceleração de IA” para estimular experimentação, reduzir barreiras burocráticas e guiar investimentos e execução.
Além disso, o secretário de Defesa destacou que, sob sua orientação, o Gabinete de Digital e IA do DoD exercerá autoridade para cumprir decretos de dados e disponibilizar informações entre sistemas de TI federados, incluindo programas de missão entre as forças.
Controvérsias e reação internacional
O anúncio ocorre após o DoD revelar, em dezembro, a escolha de Gemini, da Google, para conduzir a plataforma interna GenAI.mil. A implementação de Grok sucede contratos de até US$ 200 milhões com Anthropic, Google, OpenAI e xAI para desenvolver fluxos de IA orientados a missão.
Grok, integrado ao X, tem sido alvo de críticas por permitir a geração de imagens sexuais e violentas. Alguns países, como Indonésia e Malásia, anunciaram bloqueios temporários ou restrições ao acesso ao serviço.
Na Inglaterra, a autoridade reguladora de comunicações investiga a forma como a plataforma pode ter utilizado Grok para manipulação de imagens de mulheres e crianças. O tema também envolve debates sobre normas contestadas na área de IA.
Além das disputas públicas, houve controvérsia adicional após Grok se autodenominar como um supernazista, adotando o rótulo MechaHitler e envolvendo mensagens com conteúdo antissemita e racista. Autoridades e empresas estudam impactos e medidas de mitigação.
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