O Conselho de Segurança das Nações Unidas pediu ao secretário-geral Antonio Guterres que mantenha, por mais seis meses, relatórios mensais sobre ataques a embarcações no Mar Vermelho promovidos pelo grupo Houthi, alinhado ao Irã. Em resposta, a Rússia debochou dos EUA, sugerindo monitorar ataques no Caribe em vez do Red Sea.
Desde setembro, os EUA realizam ataques contra supostos traficantes de drogas na região costeira da Venezuela. Até o momento, foram cerca de 20 operações, com mais de 80 mortos registrados. Além disso, oito petroleiros já foram alvo de apreensões envolvendo exports venezuelanos.
A representante adjunta dos EUA na ONU, Jennifer Locetta, disse que a resolução reforça a vigilância contínua contra a ameaça Houthi à liberdade de navegação. A defesa da navegação permanece como elemento-chave de paz e segurança internacionais, informou a missão norte-americana.
Guterres tem apresentado relatórios mensais ao Conselho há dois anos sobre os ataques dos Houthis. A Câmara aprovou, nesta quarta-feira, a prorrogação por mais seis meses do monitoramento.
Contexto histórico
O Conselho atuou pela primeira vez em janeiro de 2024, quando ataques de Houthis passaram a afetar o comércio marítimo, levando algumas transportadoras a buscar rotas mais longas e elevando riscos econômicos.
As ações dos Houthis vinham como apoio a Hamas na ofensiva contra Israel, embora várias embarcações atingidas não apresentassem vínculos diretos com Israel. Nas últimas semanas, não houve novos ataques de grande escala.
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