Chinaína acusação envolve desvio ligado ao yuan digital
Yao Qian, ex-arquiteto do yuan digital na China, é acusado de receber mais de 8 milhões de dólares em criptomoedas como propina. A investigação aponta uso de carteiras de hardware e endereços de blockchain para ocultar transações ilegais enquanto ocupava cargos regulatórios de alto nível.
A suspeita envolve operações entre 2018 e períodos seguintes, com transações rastreadas pela polícia e pela imprensa estatal. Investigadores afirmam que Yao utilizou várias contas de fachada e caminhos em blockchain para esconder pagamentos, além de aquisições imobiliárias decorrentes de valores ligados a ativos digitais.
Investigação e evidências
A CCTV transmitiu um documentário em 14 de janeiro detalhando o esquema, incluindo a apreensão de três carteiras de hardware no escritório de Yao, cada uma contendo milhões em criptomoedas. Familiares e intermediários teriam atuado para camuflar as transações, segundo autoridades.
Relatos de investigadores apontam que um intermediário próximo a Yao, Jiang Guoqing, facilitou transferências de criptomoedas entre empresários e a carteira pessoal do ex-arquiteto. Em 2018, contatos com uma empresa de serviços de informação resultaram na captação de Ethereum para favorecer a emissão de tokens, em troca de outra soma de Ethereum.
Contexto regulatório e desdobramentos
Os investigadores cruzaram dados de contas bancárias com registros públicos para identificar contas abertas sob identidades diferentes que Yao controlava secretamente. As apurações ligam gastos a imóveis pertencentes ao ex-funcionário, além de contratos com fornecedores de tecnologia.
Em novembro de 2024, Yao foi expulso do Partido Comunista e encaminhado à acusação criminal após confirmação de evidências por meio de cruzamento entre registros de blockchain e forense financeira tradicional. O caso também envolve supostos presentes caros, banquetes e influência regulatória exercida em favor de terceiros.
Contexto do yuan digital e desfecho institucional
Apesar do desfecho individual, as autoridades mantêm o foco no avanço do yuan digital da China. O banco central planeja lançar, em 2026, um novo marco regulatório que permite aos bancos comerciais remunerar saldos em wallets do yuan digital, buscando ampliar a adesão ao ecossistema e competir com plataformas de pagamentos estabelecidas.
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