Um avião da Força Aérea Real Dinamarquesa pousou no aeroporto de Nuuk, capital da Groenlândia, no fim da noite de quarta-feira (14). Militares em trajes de combate desembarcaram, conforme relato de uma testemunha à Reuters. O Comando Conjunto do Ártico informou que as forças apoiariam a preparação de exercícios militares na região.
A Dinamarca e a Groenlândia anunciaram, na mesma quarta-feira, o aumento da presença militar na Groenlândia e arredores, em estreita cooperação com aliados. A operação ocorre em meio a uma intensificação de atividades militares no Círculo Ártico.
Reações e cenário internacional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA precisam da Groenlândia e que não se pode contar com a Dinamarca para protegê-la, mencionando que algo será resolvido sobre a governança do território ultramarino dinamarquês. Alemanha, Suécia, França e Noruega confirmaram o envio de militares para a Groenlândia nesta semana, para exercícios conjuntos com tropas dinamarquesas. Canadá e França planejam abrir consulados em Nuuk nos próximos meses.
A presença norte-americana inclui cerca de 150 soldados estacionados na Base Espacial de Pituffik, no noroeste da Groenlândia. Os anúncios ocorrem em um contexto de cooperação entre aliados da Otan e de pressão para ampliar exercícios conjuntos na região ártica. A iniciativa é descrita como demonstração de solidariedade entre aliados diante da tensão regional.
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