O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou nesta quinta-feira que pode invocar a Lei da Insurreição para enviar forças militares a Minnesota. A medida seria para conter protestos ligados ao aumento do efetivo da imigração nas ruas de Minneápolis. A declaração ocorreu após dias de protestos na região.
Trump, do Partido Republicano, também criticou líderes democratas locais e fez ataques à comunidade somali da área. O objetivo, segundo ele, seria impedir supostos ataques a agentes da ICE que estariam apenas cumprindo o trabalho policial.
Já foram deslocados cerca de três mil agentes federais para a região metropolitana de Minneápolis. Eles atuam com equipamento tático e máscaras, em meio a protestos barulhentos que se intensificaram após a morte de Renee Good, uma cidadã norte-americana, em um incidente com um veículo da ICE.
A mobilização se estendeu a outras cidades, com protestos ganhando contornos de violência em certos momentos. A tensão aumentou após o incidente em que um agente de imigração teria atirado em um venezuelano durante uma abordagem de trânsito, segundo informações do DHS.
Violência e incidentes
O Departamento de Segurança Interna dos EUA informou que, durante o confronto, duas pessoas teriam atacado o agente com cabo de vassoura e pá de neve, enquanto o imigrante venezolano lutava com a força policial. O DHS frisou que o homem estava no país irregularmente, segundo a agência.
A Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente a versão apresentada pelo DHS. O órgão também explicou que a Lei da Insurreição de 1807 permite ao presidente mobilizar forças federais ou federalizar a guarda estadual para conter uma rebelião, em exceção às regras normais de atuação policial.
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