Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Clérigo iraniano sênior pede execuções de manifestantes, desafiando Trump

Clérigo iraniano defende a execução de manifestantes, ampliando tensão após repressão que já deixou mais de três mil mortos e mais de vinte mil presos

Iranian cleric Ayatollah Ahmad Khatami called protesters ‘butlers’ and ‘soldiers’ of Israel and the US.
0:00
Carregando...
0:00

Um grupo de autoridades religiosas iranianas voltou a defender punições duras contra manifestantes, em meio a uma repressão que já ceifou centenas de vidas. O clérigo Ahmad Khatami pediu executações durante a tradicional homilia de sexta-feira, chamando os manifestantes de traidores e afirmando que seriam punidos com a morte.

Khatami, membro do Conselho Guardian e da Assembleia de Especialistas, classificou os protestos como alvo de aliados de Israel e dos EUA, e disse que o país não deve esperar tolerância. As falas contrastaram com declarações de líderes estrangeiros e evidenciaram a tensão entre o governo iraniano e as vozes de oposição.

As informações sobre o tom da fala chegam em meio a uma escalada de repressão que, segundo organizações de direitos, resultou em milhares de detenções e no que parece ser uma campanha de punição ao movimento. Dados da Human Rights Activists News Agency apontam mais de 3 mil mortos e quase 4 mil casos ainda sob análise.

O acumulado de violência começou em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerã foram às ruas por queda abrupta no valor do rial. O protesto ganhou adesão ampla, com demandas que incluíram mudanças no governo, configurando a mais grave crise desde a Revolução de 1979.

Autores de direitos humanos destacam que a repressão tem continuado, com cortes de internet e ações de autoridades para demonstrar força. Estima-se que mais de 22 mil pessoas tenham sido presas, alimentando temores de maus-tratos a detidos.

Ao longo da semana, o regime manteve a narrativa de que as ações são parte de uma conspiração externa para desestabilizar o país. Em Washington, o ex-primeiro-ministro Reza Pahlavi reiterou a oposição ao governo e pediu intervenção do presidente dos EUA, mencionando a continuidade da resistência.

Pahlavi, filho do último xeque e figura de oposição, realizou uma coletiva em Washington e enfatizou a determinação de seguir lutando, independentemente de ações governamentais. As declarações reforçam o uso de canais internacionais para pressionar o regime iraniano.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais