O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado que o anúncio da administração Trump sobre a composição de uma diretoria executiva para Gaza não foi coordenado com Israel e contraria a política governamental. O comunicado citou a gravidade da discordância sem detalhar qual parte da composição é contestada.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, ficou encarregado de tratar o assunto com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O gabinete não forneceu mais informações sobre a o que exatamente divergia da posição israelense.
O anúncio, feito pela Casa Branca na sexta-feira, integra a segunda fase do plano de Donald Trump para encerrar o conflito em Gaza. A proposta prevê uma administração palestina tecnocrática e temporária na faixa, sob supervisão de um conselho conhecido como Board of Peace.
Entre os membros do conselho, divulgado pelo governo dos EUA, está o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, cuja participação Israel tem contestado. Outros integrantes são Sigrid Kaag, coordenadora especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, um bilionário israelo-cipriota e um ministro dos Emirados Árabes Unidos.
Nesta semana, o governo americano também anunciou o início da segunda fase do plano de Trump, apresentado em setembro, para encerrar a guerra em Gaza. A medida inclui a criação de uma administração palestina de transição na região.
Os primeiros membros do que o governo americano chamou de Board of Peace, presidido por Trump, foram anunciados: Marco Rubio, o empresário Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente. A composição busca supervisionar a governança provisória de Gaza.
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