A decisão sobre a proposta de mega embaixada da China em Londres deve sair na segunda ou na terça-feira, em meio a anos de impasse. Diplomatas britânicos em Pequim e autoridades chinesas aguardam o parecer final sobre o pedido de planejamento, considerado crucial para a relação entre os dois países.
O embaixado seria instalado no Royal Mint Court, perto da Torre de Londres, em um complexo diplomático potencialmente o maior da China na Europa. O processo começou em 2018, quando a China comprou o terreno por cerca de 255 milhões de libras.
O atraso ocorreu após o conselho do borough de Tower Hamlets não aprovar o plano de construção. Gouverno britânico não interveio na época, levando à expiração do pedido, o que levou Beijing a manter a tensão diplomática como elemento na relação bilateral.
Além do histórico de negociações, o assunto volta a ter importância simbólica: a aprovação pode facilitar o encontro entre o primeiro-ministro britânico e líderes chineses, incluindo a possibilidade de visitas de Keir Starmer à China ainda neste mês.
Analistas ressaltam que a aprovação pode influenciar outros temas, como cooperação em inteligência artificial, e que a relação Londres-Pequim continua sujeita a controvérsias internas no Reino Unido, com oposição de diversos setores.
Enquanto isso, moradores locais debatem o impacto ambiental e de segurança, com campanhas legais sendo propostas por residentes para contestar eventuais tocar da decisão. A Embaixada da China e o governo britânico reiteraram que o processo é independente e centrado na segurança.
Fonte oficial informou que a decisão será tomada pelo secretário de Habitação, Comunidades e Governo Local, com o objetivo de cumprir o prazo de 20 de janeiro. Em caso de aprovação, o próximo passo será a conclusão de obras e ajustes logísticos do complexo.
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