Um funcionário da administração americana criticou a atuação policial contra apoiadores da Palestina Action, dizendo que prender pessoas por expressarem apoio seria uma forma de censura e prejudicial à liberdade de expressão.
Sarah Rogers, subsecretária de Diplomacia Pública dos EUA, afirmou em entrevista que é preciso avaliar individualmente cada pessoa e cada organização proibida. Ela disse que apoiar o grupo Palestina Action não deveria, por si só, justificar prisões, a menos que haja coordenação com violência.
A defesa da liberdade de expressão foi destacada mesmo diante de medidas britânicas contra o grupo, que foi incluído na lista de organizações terroristas em julho de 2025. A proibição ocorreu após invasão a uma base aérea e vandalismo a aeronaves.
Mais de 2 mil detenções foram registradas no Reino Unido desde então, principalmente por exibir faixas de apoio ao Palestine Action. A polícia britânica tem enfatizado que certas palavras e símbolos podem gerar medo em comunidades judaicas e, por isso, têm sido alvo de ações legais em alguns casos.
A crítica de Rogers ocorre em meio a tensões entre os Estados Unidos e o Reino Unido sobre limites da livre expressão em contextos de protesto pró-Palestina. A autoridade americana citou casos envolvendo discurso associado à Palestina e à oposição a ações militares.
Mudanças de postura policiais
A polícia metropolitana e de Greater Manchester anunciaram que vão prender quem usar ou exibir a frase globalize the intifada, diante de relatos de receio em comunidades judaicas. A decisão também está ligada ao aumento de tensões no cenário protestivo.
Com a atual conjuntura, autoridades britânicas destacam que o conteúdo de protestos tem consequências reais e pedem cautela na expressão pública. O tema segue sob monitoramento das forças de segurança, com foco na prevenção de violência.
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