A usina de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo em capacidade, reativou operações nesta quarta-feira 21 pela primeira vez desde o desastre de Fukushima em 2011. Localizada na província de Niigata, a retomada ocorre apesar de resistência pública expressa ao redor do tema.
Na fase inicial, apenas um dos sete reatores foi colocado em funcionamento, segundo anúncio da operadora. A reativação ocorreu às 19h02, no horário local (7h02 em Brasília), conforme informou o porta-voz da Tepco, Tatsuya Matoba.
Contexto público e político
O governador de Niigata aprovou a reativação no mês passado, mesmo com pressão popular. Uma pesquisa feita pela própria província em setembro apontou 60% de desaprovação e 37% de apoio à reativação. A divulgação evidencia o desafio de equilibrar demanda energética e percepção de risco.
Na terça-feira, moradores e ativistas protestaram na neve perto da entrada da usina, questionando a decisão. Um morador de 73 anos disse à AFP que a energia de Tóquio depende de Kashiwazaki, e que os residentes não devem arcar com riscos apenas pela demanda da capital.
A usina foi desligada após o fechamento de todos os reatores japoneses pós Fukushima, em 2011. Desde então, o governo tem mantido um regime de fiscalização e testes para reativação gradual de unidades nucleares.
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