Donald Trump afirmou em Davos que considera Greenland parte da América do Norte e busca a aquisição do território, sem usar força. O discurso ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíza, diante de milhares de líderes empresariais e políticos.
O presidente dos EUA afirmou que pretende iniciar negociações imediatas para discutir a possível transferência de Greenland para os EUA. Disse ainda que não pretende recorrer à força e que a única condição seria obter um acordo claro com a Dinamarca.
Em sua fala, Trump citou o papel dos EUA na Segunda Guerra Mundial para justificar a defesa de Greenland como uma ilha considerada grande e sem proteção suficiente. Ressaltou que não é viável defender o território por meio de concessão de licença ou arrendamento.
Contexto internacional
Trump argumentou que o acordo não representaria ameaça à Otan, citando a liderança do secretário-geral atual. Reiterou críticas ao que chamou de tratamento desigual com países europeus dentro da aliança.
O discurso também abordou questões econômicas, com Trump apresentando balanço de realizações do governo nos últimos doze meses, incluindo alegações de inflação baixa e rejeição de políticas associadas a uma transição energética que chamou de novo golpe verde.
O presidente chegou a Davos após um atraso técnico na viagem, causado por uma falha elétrica na aeronave presidencial. O tema da posse de Greenland já vinha ganhando destaque no encontro, com repercussões sobre relações transatlânticas e alianças regionais.
Reações e desdobramentos
Entre as aparições notáveis, Mark Carney, primeiro-ministro canadense, usou Davos para alertar sobre a necessidade de coordenação entre potências médias diante de pressões externas. Trump rebateu críticas relacionadas ao papel do Canadá na defesa regional.
Entre na conversa da comunidade