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Ativos russos congelados nos EUA: o que Putin oferece para Gaza e Ucrânia

Putin oferece doar US$ 1 bilhão de ativos russos bloqueados nos EUA à iniciativa de paz de Trump, com recursos para a reconstrução da Ucrânia

Russia's President Vladimir Putin chairs a meeting with the Security Council's permanent members via a video link in Moscow, Russia, January 21, 2026. Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Pool via REUTERS
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Putin afirma que Rússia pode doar US$ 1 bilhão de ativos soberanos congelados nos EUA para a iniciativa do Board of Peace, criada por Donald Trump. O objetivo é financiar ações em Gaza e na reconstrução da Ucrânia, segundo a imprensa russa.

A declaração foi feita em Moscou, durante reunião do Conselho de Segurança, com referência ao convite de Trump para integrar o Board of Peace. O presidente russo também mencionou disposição de contribuir com uma quantia não especificada para a recuperação da Ucrânia.

Trump lançou oBoard de Peace em setembro, oferecendo apoio financeiro a conflitos globais. A ideia básica é de que membros permanentes contribuam com pelo menos US$ 1 bilhão cada, para viabilizar ações de paz.

Putin indicou estar estudando a proposta de participação, recebida após o convite de Trump a diversos líderes, entre eles o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy. A equipe de Putin ressaltou a importância das relações econômicas bilaterais.

Como funcionaria o aporte, segundo o Kremlin, dependerá da liberação dos ativos pelo governo dos EUA. Peskov afirmou que o mecanismo jurídico ainda precisa ser definido e discutido entre as partes.

Dados sobre ativos congelados indicam que cerca de US$ 300 bilhões de fundos soberanos estão bloqueados pela visão ocidental, com grande parte na Europa. A maior parte das reservas em dólares está em depósitos nos EUA.

Fontes do governo russo e da imprensa destacam que a proposta envolve questões legais e a necessidade de consensos internacionais. O Kremlin não indicou um cronograma para a eventual liberação dos ativos.

Colocando em contexto, analistas observam que a ideia de financiar paz com ativos congelados envolve disputas sobre legitimidade, governança de ativos e prioridades de uso. O tema segue em avaliação entre Moscou e Washington.

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