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Israel enfrenta boicotes internacionais e busca estratégias diplomáticas

Ministro da Economia de Israel diz que fará negócios onde for bem recebido, sinalizando estratégia para contornar boicotes internacionais

Israel's Economy Minister Nir Barkat (L) speaks with Prime Minister Benjamin Netanyahu at the Knesset in Jerusalem on Feb. 22, 2023.
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Nir Barkat, ministro da Economia e Indústria de Israel, concedeu entrevista durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O diálogo abordou segurança, relações internacionais e impactos econômicos, em meio ao contexto pré-eleitoral de Israel. Barkat participou do debate como possível nome de liderança no Likud.

O ministro afirmou que as forças de segurança israelenses mantêm a defesa do país, reiterando que qualquer ameaça é enfrentada com firmeza. Questionado sobre o ceifamento de vidas em Gaza desde o cessar-fogo de outubro, Barkat ressaltou a responsabilidade de lideranças locais na pacificação e na desmilitarização.

Ele negou a ideia de genocídio e destacou que Israel se mantém firme frente a ataques de Hamas, apontando que a infraestrutura de terror no interior de Gaza precisa ser desmontada para evitar novas ameaças. Barkat defendeu ações estratégicas para neutralizar redes de ataque.

Relações com os EUA e apoio internacional

Barkat enfatizou a parceria com os Estados Unidos e a necessidade de manter apoio bipartidar. Sobre o próximo ciclo de ajuda militar, ele mencionou a possibilidade de redução gradual a zero, visando maior independência de Israel. Também mencionou negociações sobre tarifas e acordos com terceiros.

O ministro comentou sobre o papel de iniciativas como a chamada Board for Peace, associada ao ex-presidente Donald Trump, como alternativa a organismos internacionais. Disse que o apoio de várias nações é visto como resposta a um cenário regional complexo.

Comércio, boicotes e estratégia econômica

Questionado sobre boicotes a instituições acadêmicas israelenses e propostas de restrição a produtos de assentamentos, Barkat afirmou que Israel não comete genocídio e que democracias devem se defender. Afirmou que mitigar restrições é essencial, mas que mercados onde há demanda respondem com maior atividade.

Ele declarou que Israel buscará mercados onde haja maior aceitação de seus produtos, citando a escolha de rotas alternativas para manter o fluxo comercial. Barkat ressaltou a capacidade de adaptação de empresários israelenses diante de obstáculos diplomáticos.

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