O município de Roma entrou em uma nova etapa de gestão de turismo ao liberar a cobrança de uma taxa de acesso de 2 euros ao entorno da fonte de Trevi. A cobrança, que começou nesta segunda-feira, se aplica a quem desce até a bacia da fonte para jogar moeda e tirar fotos. A medida visa reduzir o excesso de visitantes e financiar a conservação do monumento.
A cobrança vale das 11h30 às 22h em dias úteis e das 9h às 22h nos fins de semana. Exige-se apenas para quem chega até a bacia, com tempo livre para apreciar o conjunto. Estão isentos moradores de Roma, pessoas com deficiência e crianças com menos de seis anos.
Simona Ugolinelli, vereadora responsável pela medida, destacou que a taxa é modesta e ajuda a proteger o patrimônio histórico. A previsão é que a arrecadação chegue a cerca de 6,5 milhões de euros por ano, destinando-se à manutenção da fonte e de outros monumentos da capital.
A prática de cobrar entrada já é adotada em outros locais turísticos ao redor do mundo, segundo a vereadora. Ela afirmou que a medida permite melhor gestão do fluxo de visitantes e preservação das atrações, contribuindo para que os turistas desfrutem do local com mais qualidade.
Ejemplos de reação variaram entre aceitação e críticas. Alguns visitantes entenderam como necessária para a preservação do patrimônio. Outros, incluindo turistas de fora da cidade, lamentaram a cobrança e defenderam o acesso gratuito a um marco histórico.
O Trevi fountain atrai mais de 10 milhões de visitantes apenas em 2025, segundo dados citados pela prefeitura. Com a cobrança, quem desce até a bacia pode permanecer no espaço por tempo livre, desde que não haja alimentação, bebida ou fumo na área.
Enquanto alguns turistas pagaram em dinheiro ou por pontos de venda com pagamento sem contato, outros questionaram a decisão. As operações de pagamento também podem ser feitas online, conforme orientação municipal.
Até o momento, não houve indicação de mudanças no horário de funcionamento ou em outras regras de acesso. A prefeitura continua avaliando o impacto da cobrança sobre o turismo local e a conservação do patrimônio histórico.
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