Um grupo de barcos iranianos abordou um petroleiro com bandeira dos EUA no Estreito de Ormuz, ao norte de Omã, nesta terça-feira (3). Segundo fontes do setor marítimo e uma consultoria de segurança, o incidente ocorreu antes que o navio pudesse seguir viagem. A embarcação envolvida foi o Stena Imperative.
O grupo de gestão de riscos marítimos Vanguard informou que as lanchas ordenaram que o petroleiro parasse o motor e se preparasse para a abordagem, mas o navio não entrou em águas territoriais iranianas. A equipe de navegação continuou a ser escoltada por um navio de guerra americano. Um oficial americano confirmou a bandeira dos EUA.
A Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido disse ter sido informada de uma tentativa de interceptação a 30 km ao norte de Omã, sem identificação das embarcações. A Reuters recebeu confirmação de que o incidente ocorreu na área de separação de tráfego marítimo do estreito.
A agência iraniana Fars, semioficial, afirma que uma embarcação entrou em águas iranianas sem autorização, foi advertida e saiu da área sem incidentes de segurança. As versões divergem sobre se houve violação de fronteiras ou apenas uma abordagem tensa.
A região é estratégica para o petróleo, já que o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Integrantes da Opep, como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes, Kuwait e Iraque, exportam grande parte de seu petróleo pela rota.
Histórico recente aponta que, até agora, três embarcações já haviam sido apreendidas próxima ao estreito — duas em 2023 e uma em 2024 — em operações ligadas a tensões entre Irã e EUA. Em alguns casos, as prisões ocorreram após apreensões de petroleiros relacionados ao Irã.
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