A delegação britânica destacou que o investimento russo na Frota do Norte não diminuiu, mesmo diante de mais anos de conflito na Ucrânia. A fala ocorreu em Paris, durante conferência naval organizada pelo think tank IFRI, nesta terça-feira.
O Almirante General Gwyn Jenkins, Primeiro Lorde do Mar da Royal Navy, ressaltou que a Rússia mantém recursos dedicados à frota do Norte, sobretudo às capacidades submarinas, apesar dos custos humanos e financeiros do conflito na Ucrânia.
Segundo Jenkins, a rápida evolução tecnológica torna desafiadora a resposta ocidental, já que upgrades e construção de novas unidades não acompanham a mesma velocidade que o risco apresentado por Moscou.
O almirante lembrou que poucos ativos podem comprometer a aliança, destacando a baixa tolerância a agressores operando nas proximidades, o que demanda resposta com recursos relevantes.
O Contra-Almirante Harold Liebregs, comandante da Royal Netherlands Navy, acrescentou que a Rússia se mostra cada vez mais audaciosa no Mar do Norte, rondando infraestrutura vital e deixando a chamada Dark Fleet em atuação.
Liebregs mencionou drones que sobrevoam território aliado e destacou problemas logísticos com navios da chamada frota sombria, além de questões de manutenção e seguro que complicam a economia de guerra de Moscou.
O oficial holandês afirmou que não se pode aceitar esse cenário como novo normal, pois ele reduz a flexibilidade de manobra dos países aliados e tende a criar uma posição estratégica menos favorável.
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