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Rússia volta a atacar Kiev em meio a frio extremo

Rússia retoma ataques a Kiev com mais de 70 mísseis e 450 drones, deixando mais de 1.100 edifícios sem aquecimento em meio às geadas

Um prédio atingido por uma bomba russa em Kiev. Foto: Serhii Okunev / AFP
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Moscou lançou mais de 70 mísseis e 450 drones durante a madrugada desta terça-feira, atingindo infraestrutura de energia na Ucrânia. Em Kiev, mais de mil edifícios residenciais ficaram sem aquecimento em meio a temperatura próxima de 20 graus negativos. Autoridades locais descrevem o ataque como tentativa de paralisar o funcionamento da cidade.

Segundo o ministro do Desenvolvimento Ucraniano, Oleksi Kuleba, o saldo inclui mais de 1.100 imóveis sem aquecimento. A acusação é de que a Rússia mira casas, calefação e condições de vida da população. Kiev confirmou danos em várias áreas da capital.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou que a ofensiva envolveu dezenas de mísseis e centenas de drones. Ele afirmou que a estratégia busca intimidar residentes durante o inverno, dificultando a resposta diplomática ao conflito.

Danos a patrimônios e continência de energia

O ataque atingiu parcialmente o memorial da Mãe Pátria, em Kiev, segundo autoridades. A ministra da Cultura, Tetiana Berezna, chamou o feito de simbólico e cínico, associando-o à repetição de crimes de guerra no século XXI.

Em Kharkiv, no leste, duas pessoas ficaram feridas em bombardeios, de acordo com o comandante militar regional Oleg Sinegubov. Ele informou que a ofensiva durou várias horas e tinha como objetivo deixar a cidade sem aquecimento durante as geadas.

As autoridades locais desligaram a calefação de mais de 800 residências para evitar sobrecarga na rede. Sinegubov pediu que moradores usem pontos de invulnerabilidade 24 horas por dia, caso precisem de aquecimento.

Contexto e próximos passos

Fontes próximas ao governo dos EUA indicaram que uma segunda rodada de negociações entre Rússia, Ucrânia e EUA deve ocorrer em Abu Dhabi, a partir de quarta-feira, para buscar um fim ao conflito. A reunião ocorre enquanto o Kremlin afirma manter a trégua até 1º de fevereiro, sem associar o acordo às temperaturas extremas.

A invasão da Ucrânia pela Rússia completa quatro anos em 24 de fevereiro, marcando o estágio atual do conflito. O governo russo e autoridades ucranianas permanecem em estado de alerta, enquanto a comunidade internacional acompanha os desdobramentos.

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