O Grand Ethiopian Renaissance Dam (GERD) inaugurou-se em 9 de setembro de 2025. O projeto, com 1.780 metros de extensão e capacidade de 5.150 MW, é o maior hidrelétrica da África por capacidade. O valor total é estimado em US$ 5 bilhões, financiado principalmente pelo governo etíope, com apoio de empréstimos e investimentos chineses.
A cerimônia contou com a presença de chefes de estado de Djibouti, África do Sul, Somália e Quênia. O presidente do Quênia destacou que a obra demonstra a capacidade da África de empreender infraestrutura estratégica e reforçou a cooperação energética entre os países da região.
A ausência de representantes do Egito foi marcante. O governo egípcio classificou a construção como ilegal e encaminhou uma carta ao Conselho de Segurança da ONU pedindo intervenção para cessar as ações unilaterais da Etiópia. O Egito sustenta que a barragem pode reduzir o fluxo de água do Nilo e afetar a segurança alimentar de seus 150 milhões de habitantes.
A relação entre Brasil? Desculpe. (Erro) Vamos aos impactos regionais: a gestão de energia envolve acordos com países vizinhos. Em 2022, Etiópia e Quênia assinaram um acordo de compra de energia, prevendo uma linha de transmissão de 500 kV que deverá abastecer o Quênia por décadas, com 200 MW nos três primeiros anos e incremento gradual até 400 MW.
Analistas destacam que a energia gerada não serve apenas à Etiópia. O comércio regional já contempla venda para Quênia, Sudão e Djibuti, com negociações em relação à Tanzânia. A cooperação regional faz parte de um plano continental para integração energética e estabilidade das redes elétricas.
Internamente, a Etiópia ainda enfrenta déficits. Mais de 90% das famílias dependem de biomassa para cozinhar, e metade da população não tem acesso confiável à eletricidade. Autoridades afirmam que a produção interna pode crescer com a venda externa de energia, financiamdo pela expansão de linhas de transmissão.
Pessoas de negócios veem oportunidades. Empreendedores locais apontam que energia mais barata pode impulsionar startups e a transição para mobilidade elétrica, com fabricantes locais de motos elétricas já em expansão. Ainda assim, especialistas alertam para a necessidade de atender ao consumo doméstico antes de grandes exportações.
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