Don Lemon, ex-apresentador da CNN, foi preso no fim de janeiro após cobrir um protesto anti-imigração que interrompeu um culto em Minnesota. A detenção ocorreu na época em que a Procuradoria da era Trump indicou Lemon, Georgia Fort e outros por conspiração e violação dos direitos religiosos durante o protesto.
Segundo a acusação, o grupo disputou a liberdade de culto de fiéis durante a cerimônia na Cities Church, em Saint Paul, com participação de um pastor ligado ao ICE. O episódio pode ter ocorrido pouco tempo após incidentes envolvendo agentes de imigração na região de Minneapolis.
Lemon afirmou que não tinha vínculo com o grupo que interrompeu o serviço e estava presente como repórter, transmitindo o protesto. A detenção ocorreu de forma inesperada, enquanto o jornalista participava de compromissos ligados a outra reportagem em Los Angeles.
Após a detenção, Lemon denunciou, em uma entrevista, que a primeira emenda é essencial para uma democracia funcional e que a repressão a jornalistas representa atraso democrático. Ele destacou que a liberdade de imprensa permite questionar o poder.
Em seu discurso no evento da Human Rights Campaign em Nova York, o ex-apresentador ressaltou que a imprensa livre é a base para a veracidade das informações e para evitar que narrativas distorcidas dominem o debate público. O tom foi de defesa da imprensa.
Lemon também relatou à imprensa que, ao retornar a uma situação assim, percebe que a proteção de direitos civis depende da vigilância constante da sociedade. A audiência acompanhou as declarações como um apelo à defesa da imprensa livre nos EUA.
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