O WhatsApp informou na noite de quarta-feira (11/2) que o governo russo tentou bloquear completamente o serviço no país. Segundo a empresa, a medida visaria isolar mais de 100 milhões de usuários de uma comunicação privada e segura, o que, na visão da companhia, representa retrocesso e menor segurança para os usuários.
A mensagem oficial afirma que a tentativa de bloqueio faz parte de um esforço para direcionar os usuários a um “aplicativo de vigilância estatal” e que a empresa segue trabalhando para manter as pessoas conectadas. A Meta, proprietária do WhatsApp, não detalha quais ações foram tomadas para evitar o bloqueio.
O episódio ocorre em um contexto de aumento de restrições a aplicativos de mensagens pelo governo russo. Reguladores têm limitado o acesso ao Telegram sob o argumento de segurança, em paralelo à cobrança de armazenamento de dados de usuários russos no país.
A Roskomnadzor, agência reguladora de comunicações, tem feito alertas ao WhatsApp para cumprir a legislação local. Em 2022, a Rússia classificou a Meta como organização extremista, o que levou ao bloqueio de Instagram e Facebook, acessíveis apenas por VPNs.
O CEO do Telegram, Pavel Durov, comentou que o Estado busca forçar o uso de seu aplicativo para vigilância e censura política. Em situações anteriores, autoridades russas alegaram que plataformas não cumpriram requisitos de armazenamento de dados.
Observa-se que a Rússia também tem aumentado o tom sobre o tema, com autoridades afirmando que medidas extremas podem ser justificadas para conter riscos à segurança nacional. Analistas destacam que a repressão a plataformas busca influenciar o comportamento dos usuários.
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