A embaixada da Rússia em Londres classificou como necropropaganda e ultraje aos mortos as acusações de que Alexei Navalny teria sido envenenado com epibatidina. As afirmações foram anunciadas na véspera do segundo aniversário da morte do opositor, ocorrida em uma prisão na Sibéria.
Segundo a representação russa, as alegações feitas por governos ocidentais não representam uma busca por justiça, mas exploram a morte de Navalny para fins políticos. A nota também critica a cobertura da imprensa que, segundo a Rússia, se alinhou a estruturas políticas ocidentais.
Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, descreveu a acusação como parte de uma campanha informativa para desviar a atenção de problemas ocidentais. Ela disse ainda que a Rússia já solicitou análises sobre os gasodutos Nord Stream 1 e 2, sem obter resposta.
No sábado, Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Países Baixos afirmaram que Navalny morreu envenenado por epibatidina, presente em rãs-dardo sul-americanas. Eles dizem ter base em amostras coletadas que indicam a substância, com conclusão contundente.
A nota conjunta sugere que a epibatidina é extremamente tóxica, estimando-se até 200 vezes mais potente que a morfina. A constatação envolve que Navalny perdeu a vida aos 47 anos enquanto estava detido na Sibéria.
A Rússia manteve seu posicionamento de que Navalny morreu por causas naturais. A divergência entre as partes ocorre em meio a desdobramentos diplomáticos e às investigações sobre responsabilizações em casos de envenenamento que envolvem o Ocidente.
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