O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos afirma que forças israelenses, o Hamas e outros grupos armados palestinos violaram o direito humanitário internacional em Gaza entre novembro de 2024 e 31 de outubro de 2025, com possíveis crimes de guerra. O relatório também aponta que ataques intensificados e transferências forçadas visaram mudar a composição demográfica da região.
Segundo o relatório, as ações de Israel teriam imposto condições de vida incompatíveis com a continuidade da existência palestina em Gaza, com fome em algumas áreas e malnutrição associadas às medidas adotadas. Centenas de milhares de pessoas foram deslocadas e a entrega de ajuda humanitária foi insuficiente.
O documento destaca que a detenção e o maus-tratos de reféns por Hamas podem constituir crimes de guerra. Também aponta uso de civis como escudos humanos e uso desproporcional da força por autoridades palestinas na Cisjordânia, além de indicações de destruição de bairros inteiros.
A investigação revisou ataques, deslocamentos e a gestão de auxílio, incluindo centros de distribuição controlados por uma ONG apoiada por Israel e pelos EUA, que não atenderam à escala necessária para atender a população. O texto acusa ações destinadas a consolidar anexação de território ocupado.
Além disso, o relatório cita o assassinato de 12 trabalhadores humanitários ligados ao GHF em Gaza, em junho, como possível crime de guerra por parte de grupos armados palestinos. O documento ressalta que eventos em Gaza e na Cisjordânia requerem responsabilização por violações graves do direito internacional.
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