Desde as últimas ações de repressão às manifestações, Irã condenou à morte por enforcamento pelo menos 26 detidos. As mortes não estão confirmadas em todas as fases, apenas nas condenações anunciadas até o momento.
A organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, divulgou o balanço e disse que as condenações podem aumentar. A ONG já havia alertado sobre a possibilidade de centenas de novos casos seguirem para o patíbulo.
IHR também informou que 7 dos 26 condenados tiveram a identidade divulgada, com motivos apresentados como “segurança nacional” ou “enemistade com Deus” (moharebeh). Um dos casos pode envolver menor de idade, segundo a ONG.
O relator aponta que as condenações ocorreram após julgamentos na Justiça iraniana, sob a tutela da Guarda Revolucionária. A defesa alega ausência de garantias processuais e direito a advogado, o que a organização critica como violação.
Segundo a IHR, milhares de pessoas foram detidas durante as protestas que se seguiram à repressão violenta revelada pela imprensa. Autoridades iranianas afirmam tratar-se de distúrbios e atos terroristas.
A massiva repressão teve saldo de dezenas de mortos entre as forças de segurança, conforme estimativas de organizações independentes. A oposição e observadores pedem investigação independente sobre abusos e torturas.
O panorama internacional continua tenso. A IHR alerta sobre risco real de novas execuções, enquanto a comunidade internacional avalia respostas em fóruns multilaterais e negociações de acordo nuclear.
Entre os detalhes já divulgados, destacam-se casos individuais comunicados pela IHR, com identidades parciais, e relatos de acusações sem direito a defesa plena. O governo iraniano não comentou de forma oficial as informações.
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