O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 20, que a decisão da Suprema Corte dos EUA de declara ilegal o conjunto de tarifas impostas pelo governo Trump terá impacto positivo imediato para países afetados, entre eles o Brasil. A declaração foi dada durante viagem oficial à Índia, na presença do presidente Lula.
Haddad ressaltou que o Brasil adotou uma postura diplomática ao longo do impasse, buscando o diálogo e o encaminhamento por vias institucionais, como a OMC e o judiciário americano. Segundo o ministro, a atuação foi considerada impecável do ponto de vista das relações bilaterais.
A decisão da Suprema Corte questionou a legalidade das tarifas, ao entender que a legislação usada pelo Executivo americano não autorizava medidas sem a participação do Congresso. O Brasil esteve entre os países mais atingidos por sobretaxas altas em parte de suas exportações.
Apesar da avaliação positiva, integrantes do governo manifestaram cautela quanto aos efeitos práticos e ao tempo necessário para mudanças no comércio internacional. Haddad afirmou que, independentemente das incertezas, o efeito imediato tende a favorecer os países sancionados.
Contexto da decisão
O veredito americano aponta limites legais às tarifas impostas por Washington. O Brasil teve impacto significativo em setores como manufaturas e agroindústria, que sofreram com o aumento de custos e queda de competitividade em alguns mercados.
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