O Estado Islâmico reivindicou neste sábado, 22 de fevereiro, dois ataques contra o Exército sírio em Mayadin, no Deir al-Zor, e em Raqqa, no norte do país. As ações teriam sido realizadas no território sob controle governamental.
Segundo a agência de notícias do grupo, Dabiq, houve uma pistola contra um suposto integrante do regime em Mayadin, enquanto, em Raqqa, dois militares foram alvejados com armas de fogo de alta cadência.
O Ministério da Defesa da Síria confirmou mortes: um soldado e um civil foram mortos por autores ainda não identificados. Uma fonte militar disse à Reuters que o soldado pertencia à 42ª Divisão do Exército.
Contexto e desdobramentos
A ofensiva de IS ocorre em meio a uma escalada contra a liderança síria, associada ao presidente Ahmed al-Sharaa, que coordena ações de coalizões desde 2016 e participou de negociações internacionais para derrotar os extremistas.
O grupo divulgou, ao final do dia, uma declaração gravada por seu porta-voz, Abu Hudhayfa al-Ansari, afirmando que a Síria saiu de uma ocupação iraniana para uma ocupação turco-americana e que iniciou uma “nova fase de operações”.
Sharaa, além de ter assinado a adesão da Síria à coalizão global contra IS numa visita aos EUA, reuniu-se recentemente com autoridades internacionais, incluindo o então presidente dos EUA, Donald Trump, segundo o grupo.
IS já realizou seis ataques contra alvos do governo sírio desde a queda de Bashar al-Assad. Uma nota da ONU sobre contra-terrorismo indicou tentativas de assassinato contra Sharaa e dois ministros em cinco ocasiões frustradas.
Entre na conversa da comunidade