DUBAI, 21 de fev. — Estudantes fizeram protestos em várias universidades iranianas no início de um novo semestre, neste sábado. Em alguns locais, houve confrontos com grupos pró-governo, segundo agências locais e vídeos nas redes sociais.
Os protestos ocorrem durante cerimônias de luto realizadas 40 dias após as mortes de manifestantes durante as mobilizações anti-governo ocorridas no mês passado, as mais graves desde a Revolução Islâmica de 1979. Veículos oficiais divulgaram imagens de confrontos envolvendo estudantes.
Universidade Sharif e outras instituições
Vídeos divulgados pela imprensa estatal mostram supostos participantes em frente à Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, criticando o Líder Supremo, Ayatolá Ali Khamenei, e pedindo que Reza Pahlavi assuma o poder. Brigas entre estudantes e milícia Basij aparecem em registros não confirmados pela Reuters.
Protestos também foram registrados em Beheshti e Amir Kabir, ambas em Teerã, e na Universidade de Mashhad, no nordeste, conforme transmissões de grupos de direitos humanos. Há divergências sobre a veracidade de algumas imagens.
Abdanan e repercussões locais
Na cidade ocidental de Abdanan, houve cânticos contra o líder e o regime após a prisão de uma professora ativista, segundo o grupo Hengaw e publicações nas redes. A região é apontada por organizações de direitos humanos como um foco recorrente de protestos.
As informações de hoje chegam com atenção a relatos não verificados de agências locais e ONGs, movimentando o debate sobre a resposta das autoridades às manifestações. O acompanhamento de fontes independentes permanece essencial para o panorama completo.
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