Três cidadãos foram anunciados como acusados nos tribunais de Nova Jersey por supostamente se passar por advogados de imigração e officiales, em um golpe que visava imigrantes. A operação resultou na detenção de quatro pessoas, enquanto a quinta permanece foragida na Colômbia.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o grupo fingia administrar um escritório de advocacia e promovia audiências falsas em processos migratórios para enganar clientes. As autoridades afirmam que as identificações falsas usavam logotipos de agências federais e que as vítimas eram cobradas em valores que variavam de centenas a milhares de dólares.
As pessoas presas foram Daniela Alejandra Sanchez Ramirez, Marlyn Yulitza Salazar Pineda, Jhoan Sebastian Sanchez Ramirez e Alexandra Patricia Sanchez Ramirez. A quinta pessoa acusada está localizada na Colômbia e permanece em fuga, segundo a acusação apresentada.
As autoridades dizem que o esquema arrecadou mais de US$ 100 mil, com uma parte considerável lavada para co-conspiradores na Colômbia. O DOJ afirma que, entre as vítimas, houve confusão que levou a consequências graves, inclusive uma pessoa deixada sem cumprir audiências reais e ordenada a deportação na ausência.
De acordo com os fiscais, o grupo operava um suposto escritório denominado CM Bufete de Abogados Consultoria Migratoria. Nenhum dos envolvidos tinha licença para atuar como advogado nos EUA. Os acusados teriam encontrado clientes via Facebook e cobrado taxas, entre centenas e milhares de dólares, além de redigirem documentos falsos com logos governamentais.
A acusação sustenta que os suspeitos imitavam juízes, advogados e funcionários federais para representar as vítimas em audiências simuladas e em outros procedimentos de imigração. Em relatos aos investigadores, a Justiça brasileira diz que, quando uma vítima descobria a farsa, o grupo respondia com mensagens agressivas, incluindo ameaças de deportação e exigências de pagamento adicional.
As pessoas respondem por conspiração de fraude eletrônica, fraude eletrônica, conspiração de lavagem de dinheiro e duas acusações de falsa impersonação. O caso envolve ações ocorridas nos últimos meses, com investigações em andamento e atuação de autoridades federais.
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