Ação judicial em Madrid investiga se obras em edifício promovem expulsão de moradores. Deixados para trás por uma venda a um fundo de investimento, os inquilinos do Lavapiés alegam uso de obras como pressão para desocupar. Caso é visto como marco no debate sobre habitação na Espanha.
O grupo, liderado por Jaime Oteyza e Cristina Gómez, entrou com ação contra o novo proprietário, no ano passado. A denúncia sustenta que a construção começou em novembro de 2024 com o objetivo de forçar contratos de aluguel a vencerem ou serem encerrados.
Os proprietários defendem que os trabalhos visam melhorar acessibilidade, reforçar a estrutura e renovar o telhado, com licenças em dia. Procurada, a assessoria afirmou que mais de 30 moradores chegaram a um acordo para soluções mutuamente aceitas.
Contexto do caso
A construção provocou alagamentos, zonas interditadas e ruídos intensos, segundo relatos dos moradores. A pressão incidiu sobre famílias com crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, levando-as a temer acidentes e cortes de serviços.
Caso judicial em Madrid representa a primeira investigação preliminar no país sobre o que campanhas de moradia chamam de acoso inmobiliario. Advogada da união de inquilinos ressalta que a prática envolve táticas para expulsar moradores sem recorrer a ações demoradas na justiça.
O inquilino Oteyza descreve o impacto como psicológico, com ruídos contínuos e preocupações com segurança. Alguns moradores, conforme relatos, chegaram a deixar o edifício após negociações frustradas ou rejeição a propostas de relocação temporária.
Perspectivas futuras
O processo pode avançar para etapas de evidências e depoimentos, com a defesa destacando a necessidade de permitted works e o aporte de soluções para moradores afetados. A decisão judicial inicial deve esclarecer se há indícios suficientes de prática abusiva.
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