Desde o fim de maio do ano passado, Reino Unido e Estados Unidos firmaram um acordo para manter o controle conjunto da base militar de Diego García, no arquipélago de Chagos, por cerca de 99 anos em troca da devolução de Chagos a Maurício. O montante inicial ficou em muitos milhões de euros, com revisões anuais atreladas à inflação.
A tensão entre Donald Trump e Keir Starmer reacende o debate sobre quem deve controlar o arquipélago no Oceano Índico. Trump já questionou repetidamente o acordo, mesmo após ter dado aval inicial. A renovação de sua posição ocorre em meio a pressões de setores conservadores do governo norte-americano.
Chagos tem cerca de 60 ilhas, e Diego García abriga uma base estratégica. A localização permite alcançar alvos no Oriente Médio, o que dá peso político à negociação em qualquer crise.
Na prática, o acordo prevê que Maurício volte a deter a soberania sobre Chagos, enquanto Londres e Washington asseguram o uso conjunto da base de Diego García. A defesa britânica destaca que o acordo é importante para a segurança regional e de aliados.
Em 2019, a Assembleia Geral da ONU aprovou a devolução de Chagos a Maurício, e o Tribunal Internacional de Justiça recomendou a renúncia da soberania pelo Reino Unido. Contudo, o tema permanece sensível no cenário político britânico e internacional.
No momento, Trump descreveu publicamente o acordo de Starmer como inadequado e ainda sinalizou mudanças via redes sociais. Diretores do Departamento de Estado americano reforçaram o apoio à entrega de Chagos, que ainda depende de aprovação parlamentar no Reino Unido.
O governo do Reino Unido manteve posição firme, afirmando que o uso conjunto da base é essencial para a segurança de ambas as nações. As vozes críticas apontam custos elevados e impactos sobre a população chagósiana deslocada desde 1966.
Protestos Ocorreram em Londres, com membros da comunidade chagosiana alegando manter a pressão por retorno e contestação à decisão britânica. A residência de debates segue acirrada entre partidos e movimentos internacionais.
A situação envolve também a oposição interna ao Partido Trabalhista, além de críticas de partidos de direita sobre o acordo. A pressão social e política continua enquanto Londres e Washington defendem a presença estratégica na região.
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