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Brasil e Coreia do Sul assinam acordos sobre minerais críticos e comércio

Brasil e Coreia do Sul assinam acordos de cooperação em minerais críticos e comércio, com plano de quatro anos que amplia parcerias e investimentos

Presidente Lula se encontrou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, durante cúpula do G20 em novembro de 2025. — Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação em comércio e minerais críticos. O anúncio foi feito pelo presidente sul-coreano Lee Jae Myung nesta segunda-feira. Pelos termos, há um plano de quatro anos para ampliar relações bilaterais em política, economia e intercâmbios.

Lee Jae Myung destacou a assinatura de acordos também envolvendo saúde, empreendedorismo, agricultura, ciência e tecnologia, além do combate ao crime organizado transnacional. A reunião ocorreu na esteira de uma cúpula internacional.

O presidente Lula afirmou que há potencial para parcerias em alta tecnologia, como semicondutores e IA, e citou setores como beleza e audiovisual. Também mencionou a exportação de carne bovina e avanços sanitários para o mercado coreano.

Plano de Ação 2026-2029

A expectativa é formalizar um plano de ação para 2026-2029, com foco em cooperação estratégica. Os presidentes devem avaliar prioridades e o cenário geopolítico, mantendo diálogo constante entre os dois países.

Ao longo de 2025, Lula já se reuniu duas vezes com Lee Jae Myung, em G7 no Canadá e no G20 na África do Sul. Interlocutores do Itamaraty apontam afinidade entre ambos.

A relação entre Brasil e Coreia do Sul existe desde 1959 e é descrita como estável. A visita de estado, a terceira de Lula ao país, reforça o peso político e econômico da parceria.

Comércio e investimentos

A Coreia do Sul figura como parceiro econômico relevante. Desde 2024, anunciados cerca de US$ 8,8 bilhões em investimentos sul-coreanos no Brasil, grande parte na indústria de transformação. O fluxo bilateral atingiu US$ 10,8 bilhões no ano anterior, com saldo positivo de US$ 174 milhões para o Brasil.

A cultura coreana ganhou espaço no Brasil, impulsionada por k-pop, séries, cinema e cosméticos. A popularização da K-beauty estimulou demanda por itens de cuidado com a pele, influenciando estratégias de empresas brasileiras.

A agenda também contempla diálogo sobre o comércio de carnes, com procedimentos sanitários para exportação de carne bovina brasileira em pauta. Além disso, o governo brasileiro pretende ampliar a presença na Ásia e diversificar parceiros comerciais.

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