O Departamento de Defesa dos Estados Unidos realiza o maior despliegue militar na região desde a invasão do Iraque, há 23 anos. A operação ocorre em meio a uma contagem regressiva de 10 a 15 dias para que Irã chegue a um acordo nuclear, segundo relatos. Aviones, navios e sistemas de defesa estão deslocados para o Golfo e o Mediterrâneo.
Dois porta-aviões acompanham a manobra, o Abraham Lincoln no Golfo de Omã e o Gerald Ford no Pacífico, com grupo de escolta. Destróieres Arleigh Burke, aviões de combate e aeronaves de vigilantia acompanham as naves. O objetivo declarado é manter pressão e preparar-se para uma eventual ação.
A rotação de reforços inclui caças F-35, F/A-18, aviões de patrulha e helicópteros. Drones de reconhecimento e aeronaves de reabastecimento enchem as bases da região, conforme dados de monitoramento de voos. O contingente também se organiza para possíveis represálias a aliados.
Desafios da negociação e riscos
O governo iraniano sinaliza duras retaliações caso haja ataque, e promete manter seu programa nuclear. Teerã cobra retirada de apoio a grupos na região e não concorda com a eliminação de seu programa de mísseis. Analistas ressaltam que a distância entre as posições dificulta um acordo.
Especialistas destacam que o peso militar americano pode pressionar Teerã, mas não garante acordo nuclear. Há quem veja espaço para negociação restrita sobre o nuclear, enquanto outros apontam risco de escalada se as partes não contiverem ações.
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