Após a morte de El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nova Geração, as forças mexicanas anunciaram a operação no domingo. A ação gerou reverberação nas redes, com relatos de violência propagados como propaganda coordenada pelo crime organizado.
Aproveitando o choque, apoiadores do cartel teriam instalado bloqueios, ateado fogo a ônibus e lojas e atacado postos de combustível em várias regiões do país, como retaliação à ofensiva das autoridades. No entanto, relatos online mostraram episódios ainda mais graves, que não se confirmaram.
Imagens falsas mostraram aeroporto de Guadalajara tomado por assassinos, avião em chamas na pista e fumaça em Puerto Vallarta. As peças digitalmente criadas circularam com alto alcance, segundo verificação da Reuters.
Misinformation e propaganda impulsionada por IA
Especialistas dizem que a disseminação foi rápida, envolvendo usuários sem verificação e, em alguns casos, contas ligadas ao cartel. O objetivo seria ampliar a sensação de poder do grupo e a percepção de descontrole governamental.
O secretário de Segurança, Omar Garcia Harfuch, afirmou que entidades já identificaram várias contas envolvidas e que uma apuração mais profunda será conduzida para confirmar ligações com organizações criminosas. Outras contas teriam apenas disseminação de mentiras.
A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que as autoridades atuam para refutar desinformação e que há muitas fake news circulando após a ação contra El Mencho. O esforço visa esclarecer o que ocorreu e o que é verídico.
Autoridades e impactos na cobertura
Cartéis já utilizam redes sociais para propaganda, desde ataques a rivais até ações de assistência comunitária simuladas. Hoje, conteúdos com inteligência artificial permitem imagens e cenários mais elaborados, ampliando o alcance.
Especialistas lembram ainda que é difícil checar contas ligadas ao crime organizado, o que complica o contraste entre fato e ficção em regiões com acesso restrito à imprensa local. A amplificação pode alterar a percepção pública.
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