Paris — O presidente Emmanuel Macron aceitou nesta terça-feira a renúncia de Laurence des Cars, diretora do museu do Louvre, após o caso de roubo de joias que atingiu o maior museu do mundo. A entrevista oficial destacou a responsabilidade institucional em meio a projetos de segurança e modernização.
Des Cars enfrentava críticas por supostas lacunas de segurança desde o furto, ocorrido em outubro, de joias avaliadas em cerca de 102 milhões de dólares e ainda não recuperadas. O Louvre reabriu após o incidente, mas o episódio expôs falhas estruturais no museu.
Quadro de desafios
Desde dezembro, greves por remuneração e condições de trabalho provocam fechamentos regulares e ampliam os problemas, incluindo dois vazamentos de água e uma investigação de fraude de ingressos.
- Críticos, entre eles o escritório de auditores do estado, questionaram os gastos do museu com infraestrutura em comparação a compras de obras de arte e com projetos de relançamento pós-pandemia.
- A gestão foi acusada de priorizar aquisições sobre manutenção de segurança, alimentando debates sobre prioridades financeiras.
Parágrafo final: a saída de Des Cars abre caminho para novas medidas de segurança e reformas estratégicas no Louvre, segundo a assessoria presidencial. A agência destacou o objetivo de manter a calmaria institucional e impulsionar grandes projetos com foco em segurança.
Fontes: agências Reuters.
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