Merz bilateralmente com Li em Beijing para tratar de cooperação econômica. O chanceler alemão afirmou que a Alemanha quer aprofundar as trocas com a China, seu maior parceiro comercial, e buscar uma cooperação mais justa e transparente. A visita ocorre em meio ao reequilíbrio de relações diante do déficit comercial.
Merz destacou a importância de manter o intercâmbio econômico intenso com a China e apontou a necessidade de condições mais equitativas. Li Qiang enfatizou a defesa do multilateralismo, do livre comércio e de um sistema global mais justo, com dois países influentes na economia mundial.
A viagem de Merz, em sua primeira visita à China, acontece após rumores de ajustes de relacionamento com a China diante de desequilíbrios comerciais na Europa. A delegação alemã inclui cerca de 30 empresas, entre montadoras como Volkswagen e BMW, que enfrentam a competição chinesa.
Contexto econômico e regional
A China busca se posicionar como parceira estável em meio a vulnerabilidades nas cadeias de suprimento da Europa. Observadores destacam o papel da China no comércio global e a importância de manter fluxos de comércio, investimento e inovação entre as partes.
Mercados europeus apontam sinais de dominância chinesa em setores-chave da manufatura e redução de participação de empresas da UE na China. Analistas lembram que a indústria alemã depende de condições competitivas para manter exportações e empregos.
Perspectivas para 2026
Especialistas citam que o diálogo entre Alemanha e China pode influenciar as negociações entre a UE e Pequim neste ano. Beberam-se lições de encontros recentes com outros líderes europeus que buscam recalibrar vínculos com a China, sem renunciar ao comércio aberto.
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