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Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados, mais de 80 por Israel

129 jornalistas foram mortos em 2025, recorde histórico; 86 mortes atribuídas às Forças de Defesa de Israel, com impunidade citada como principal motivo

Barraca que abrigava jornalistas é alvo de ataque israelense em Khan Younis, sul de Gaza 7/4/2025 REUTERS/Hatem Khaled
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Em 2025, 129 jornalistas foram assassinados, segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ). O relatório divulgado nesta quarta-feira aponta que o número é o maior já registrado pela organização.

Do total, 86 mortes são atribuídas às Forças de Defesa de Israel, representando a maioria das fatalidades. O CPJ destacou que 104 dos casos ocorreram em contextos de conflito.

Entre os cinco países com mais mortes, Israel tem 86 profissionais, seguido por Sudão com 9, México com 6, Rússia com 4 e Filipinas com 3. A maior parte das vítimas estava em zonas de conflito.

O CPJ observa que, apesar da maior parte dos casos ocorrer em áreas de guerra, houve mortes de jornalistas em outros cenários, incluindo violência generalizada e ataques persistentes. A impunidade é citada como fator chave.

A organização aponta que conflitos armados atingiram níveis históricos e que os assassinatos de jornalistas atingiram um recorde. A impunidade nas investigações é citada como um motivo recorrente.

A presidente da entidade, Jodie Ginsberg, afirmou que o acesso à informação é crucial. Ela destacou que ataques à imprensa refletem ataques a liberdades e que mais medidas são necessárias para punir os responsáveis.

O CPJ reitera que os assassinatos violam o direito internacional humanitário, que protege jornalistas como civis e proíbe ataques deliberados contra eles.

Entre os casos destacados no relatório, está Hossam Shabat, correspondente palestino de 23 anos da Al Jazeera, morto em março em Gaza após um ataque a seu carro. Israel alegou que ele era atirador do Hamas, sem evidência apresentada.

Outro caso citado é o de Anas al-Sharif, jornalista da Al Jazeera que alertou ter a vida em risco. Ele foi morto em agosto, ao lado de outros jornalistas, após um ataque a uma tenda perto do Hospital Al-Shifa.

Além dos conflitos, o CPJ cita fatores sistêmicos como fragilidade do estado de direito, crime organizado e corrupção como ambientes propícios a assassinatos de jornalistas em países como Bangladesh, Colômbia, Guatemala, Honduras, Índia, México, Nepal, Peru, Filipinas, Paquistão e Arábia Saudita.

A organização também aponta o aumento de ataques com drones. Em 2025, foram registradas 39 mortes por uso de drones, contra duas em 2023. O uso de drones tem sido intensificado no conflito entre Rússia e Ucrânia.

Segundo o CPJ, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, drones são usados por ambos os lados para ataques e vigilância, contribuindo para mortes de jornalistas no território ucraniano.

Com informações da RTP, o relatório do CPJ ressalta a necessidade de proteção à imprensa e de responsabilização de autores de crimes contra jornalistas, ressaltando a importância do trabalho informativo independente.

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