O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira os termos do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O texto segue para o Senado, que deverá ratificar internamente antes de entrar em vigor. O acordo envolve redução de tarifas, regras para produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.
negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê reduções tarifárias graduais e regras comuns para comércio. A aprovação na Câmara ocorreu após negociação conduzida pela diplomacia brasileira, com participação do Itamaraty e do governo federal.
Na avaliação oficial, o tratado pode ampliar exportações brasileiras, atrair investimentos e fortalecer a inserção do Brasil em cadeias globais de produção, especialmente no agronegócio. Também há expectativa de maior segurança jurídica para investimentos e acesso a compras públicas.
Implicações políticas e impactos econômicos
No plano político, o governo encara o acordo como ferramenta de diversificação de parceiros e de projeção internacional. A ofensiva ocorre em meio a debates sobre a agenda ambiental e o desenvolvimento sustentável.
Segundo o MDIC, os impactos são centrados em comércio, investimentos e competitividade. A estimativa aponta aumento do PIB ao longo do tempo e elevação dos investimentos, com redução de preços ao consumidor via queda de tarifas.
Para o governo, o acordo pode gerar cerca de 0,34% de crescimento do PIB e ampliar investimentos em aproximadamente 0,76% no longo prazo. Líderes destacam ganhos para o setor produtivo brasileiro e maior presença internacional.
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