Nos Estados Unidos, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) informou que 129 jornalistas e profissionais da mídia foram mortos em 2025. O estudo aponta que Israel foi responsável por cerca de dois terços dessas mortes, em um ano marcado pelo aumento de fatalidades na imprensa.
Este foi o segundo recorde anual consecutivo de mortes entre profissionais de imprensa e o mais letal desde o início da coleta de dados pela entidade, há mais de três décadas. A violência contra jornalistas voltou a se concentrar em zonas de conflito, aponta o relatório.
A organização destaca que mais de 75% das mortes ocorreram em cenários de guerra ou de forte instabilidade. No caso de Gaza, 86 jornalistas foram mortos por disparos, com maioria de origem palestina atuando no território.
Entre os contextos mais graves, o CPJ registra que atos violentos ligados a conflitos na Ucrânia e no Sudão tiveram aumento de fatalidades entre repórteres. A cobertura independente nesses cenários continua arriscada.
O relatório também aponta o uso crescente de drones em ataques contra jornalistas, com 39 incidentes registrados em 2025. Desses, 28 mortes ocorreram em Gaza atribuídas a ações envolvendo Israel, e cinco a forças sudanesas.
Em outras regiões, a violência não poupou profissionais no México e nas Filipinas, onde ocorreram mortes de jornalistas sem que os casos fossem oportunamente esclarecidos. Casos de corrupção e crime organizado também aparecem como motivação de agressões.
O CPJ ressalta a necessidade de investigação transparente para evitar a impunidade. A organização cita ainda que ataques a repórteres costumam aumentar quando não há responsabilização efetiva dos autores.
Entre casos com implicações regionais, registra-se a execução do colunista Turki al‑Jasser pela Arábia Saudita, sob acusações contestadas de segurança nacional, segundo a ONG. O caso é destacado como um exemplo de riscos à imprensa no Oriente Médio.
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