O movimento ganhou força em Dubai após ataques do Irã com mísseis e drones, como resposta a ações dos EUA e de Israel. Vídeos de influenciadores exaltam a sensação de segurança na cidade, com legendas que sugerem que moradores não têm medo.
A trend associa a proteção do emir Mohamed bin Rashid Al-Maktoum e de seu filho Hamdan bin Mohammed Al-Maktoum à imagem de segurança do país. A narrativa circula em redes sociais desde a semana passada.
Quase toda a frota de projéteis foi interceptada, mas destroços provocaram incêndios e danos em hotéis de luxo. Quatro pessoas ficaram feridas no Aeroporto Internacional de Dubai, segundo a cobertura internacional.
A abordagem é alvo de críticas nas redes, com usuários questionando a repetição de vídeos idênticos e a possível remuneração de criadores para promover o regime local, conforme apontado por veículos como a DW.
Regulamentação e responsabilidade
O Conselho de Mídia dos Emirados Árabes exige licença para criadores de conteúdo desde 2025, ampliando a supervisão governamental sobre publicações. Influenciadores devem evitar conteúdos que possam prejudicar a ordem pública, religião, moral ou reputação do Estado.
A Procuradoria-Geral reforça a necessidade de divulgar apenas informações provenientes de canais oficiais, afastando conteúdos não verificados. A imprensa local recebe orientação para checagem e confirmação antes da veiculação.
Alguns criadores mantiveram publicações de ostentação, apesar da pressão regulatória. Em registros de vídeos, houve relatos de preparativos para abrigos e reações a explosões em tempo real, sem confirmação independente.
Entre na conversa da comunidade