Hezbollah estaria retornando às origens guerrilheiras no sul do Líbano, segundo quatro fontes libanesas que acompanham as operações do grupo. A medida visa preparar-se para uma possível invasão israelense em larga escala e um conflito prolongado.
As informações indicam atuação em unidades reduzidas, com uso limitado de dispositivos de comunicação para evitar interceptação. Também há relatório de racionamento de foguetes antitanque, diante de uma nova ofensiva israelense após décadas de tensão.
O contexto envolve o retorno de Hezbollah ao cenário de combate próximo à fronteira com Israel, 15 meses após a última ofensiva de Israel. O grupo descreve suas ações como defesa existencial diante dos ataques israelenses desde 2024.
Fatores internos e externos ajudam a explicar a estratégia. A pressão do governo libanês para desarmar, a instabilidade na região e a possível continuidade do conflito após o que se vê como tolerância de liderança regional facilitam o planejamento do Hezbollah.
A região de Khiyam, no entronamento da fronteira com Israel e com a Síria, é citada como foco de combate. A imprensa internacional já reportou o retorno de combatentes radwan ao sul do Líbano, reforçando as fileiras do grupo.
O lado israelense afirma que não houve sinal de desescalada por parte de Hezbollah. Pequenos avanços foram registrados por tropas israelenses na região sul, na Bekaa e em áreas periféricas de Beirute, com confrontos diários entre os lados.
Panorama estratégico
Especialistas indicam que o Hezbollah tenta manter estabilidade de comandos, com medidas administrativas de substituição para manter operações contínuas. Dois sinais descritos são a nomeação de suplentes para cada comandante.
Como parte das ações, autoridades israelenses relatam centenas de alvos atingidos desde 2 de março e o envio de mais tropas para o sul do Líbano para defender posições fronteiriças.
O grupo mantém ataques diários com drones e foguetes contra Israel. A incidência de ataques ocorreu mesmo após ações israelenses que teriam comprometido a rede de comunicação do Hezbollah, incluindo supressão de recursos de comando.
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