HMS Dragon, destróier de defesa aérea da Marinha britânica, partiu rumo ao Mediterrâneo Oriental na terça-feira, após mais de uma semana desde o ataque com drone à base de RAF Akrotiri, em Chipre. A decisão de deslocar a embarcação foi tomada há uma semana, mas a preparação levou vários dias.
O objetivo declarado é reforçar a prontidão na região diante de ataques recentes entre EUA, Israel e Irã. O governo britânico ressalta que já havia mobilizado ativos, como sistemas de radar, defesa aérea e jatos F-35, antes do posicionamento do destróier.
A operação ocorre em meio a críticas sobre a capacidade de resposta britânica e à cooperação estreita com os EUA, inclusive para o uso de bases britânicas para ações defensivas. A posição de Keir Starmer sobre envolvimento ofensivo permanece condicionada a aspectos legais e a um plano claro.
Contexto e desdobramentos
O ataque de 1º de março contra a base em Chipre foi atribuído a um drone de origem iraniana, com suspeita de ter sido lançado a partir do Líbano ou do Iraque. Ataques de retaliação do Irã em outras partes do Golfo vêm sendo acompanhados pela comunidade internacional.
Geralmente, aliados como Grécia e França enviaram navios e meios de apoio rapidamente, o que intensificou a pressão sobre o governo britânico para reagir de forma coordenada. O HMS Dragon é um destróier Type 45 equipado com o sistema Sea Viper e radares avançados para rastrear e neutralizar ameaças aéreas.
O governo britânico destaca cooperação próxima com os Estados Unidos na preparação e resposta ao conflito. Não há confirmação de participação britânica em ações ofensivas, seguindo diretrizes legais e um plano definido. A cobertura das operações foi conduzida pela imprensa internacional.
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