A bomba de 250 kilos que atravessou a fronteira entre Colômbia e Equador não explodiu no alvo pretendido, revidou pela força da física e acabou causando um choque diplomático entre os dois países. O artefato foi lançado, segundo indícios, por um avião militar equatoriano no início de março e caiu no território colombiano, onde ficou imobilizado em campos de coca e banana até ser encontrado por uma família de agricultores.
O achado chegou aos jornalistas do New York Times, que estavam na região fronteiriça do Putumayo. A partir disso, o caso ganhou contornos oficiais: o governo colombiano informou que o artefato não era colombiano e que havia evidências de origem equatoriana. O episódio escalou para um tema diplomático, com o presidente Gustavo Petro acusando o Equador e o presidente Daniel Noboa negando. O choque ganhou contornos públicos numa reunião de ministros.
Origens, localização e próximos passos
Segundo o ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, o artefato foi localizado perto das fronteiras com o Equador, depois de supostamente ter sido lançado por forças equatorianas em uma operação no início de março em La Isla, Sucumbíos. Comando da Fuerza Aérea confirmou que o objeto não foi compactuado como arma funcional na prática, descrevendo-o como uma massa que pode se mover por inércia.
As autoridades estabeleceram uma comissão técnica binacional para investigar as circunstâncias de chegada e o trajeto do artefato. Oficiais destacaram que o ponto de impacto inicial ocorreu em território equatoriano, onde também foi encontrada uma espoleta. A detonação controlada, realizada na terça-feira, visou encerrar o episódio sem vítimas.
A família que encontrou o explosivo relatou o susto vivido ao perceber o objeto entre cultivos. A imprensa internacional acompanhou o desenrolar, destacando que o episódio já havia alimentado tensões entre os dois governos desde janeiro. A expectativa é que os canais de comunicação sejam retomados para esclarecer as falhas e evitar novos incidentes.
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