Siria anunciou nesta quarta-feira um plano com apoio dos Estados Unidos para eliminar armas químicas herdadas do governo de Bashar al-Assad. O objetivo é destruir o que resta do programa proibido, usado contra a população durante a guerra civil.
O governo sírio, que desde 2014 afirma cumprir a Convenção sobre Armas Químicas, promete total cooperação com inspetores internacionais. A iniciativa conta com apoio de uma força tarefa liderada por Washington.
Até 100 sites no território devem ser inspecionados para identificar munições tóxicas remanescentes e definir a forma de destruição, segundo especialistas da OPCW. A operação envolve várias nações e requer tempo e recursos.
Cooperação internacional
O plano é executado sob supervisão da Organização para Proibição de Armas Químicas (OPCW). Além dos EUA, participam Alemanha, Reino Unido, França, Catar e Turquia, entre outros.
A missão busca evitar a proliferação de armas de destruição em massa na região, em contexto de tensão regional, com o objetivo de impedir usos futuros. A viabilidade e o cronograma dependem da situação no terreno.
Contexto e cenário
Assad foi derrubado em dezembro de 2024, abrindo espaço para uma nova gestão sob o presidente sírio Ahmed al-Sharaa. O movimento sinaliza mudança de postura em relação ao tema, segundo autoridades presentes.
Diversas investigações internacionais já indicaram uso de sarin, cloro e gás mostarda no passado, porém o alcance completo do programa permanece desconhecido. O governo afirma buscar transparência e acesso irrestrito aos inspetores.
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