O conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa quase três semanas desde o início de uma operação conjunta, que incluiu ataques a infraestrutura energética iraniana, como o campo de gás South Pars. A ofensiva já afetou mercados globais de energia e gerou uma escalada regional.
Ofir Akunis, cônsul-geral de Israel em Nova York, afirmou em entrevista que ataques a infraestrutura energética iraniana faziam parte do plano das ações, e não surpreenderam a administração norte‑americana. O diplomata recusou comentários sobre críticas de aliados europeus à estratégia.
Akunis também defendeu que Israel continua como principal aliado dos EUA na região, e reforçou que o Irã representa ameaça para a estabilidade global. O diplomata mencionou a necessidade de conter mísseis iranianos e de destruição de alvos energéticos para reduzir riscos civis.
Desdobramentos políticos e regionais
A entrevista abordou repercussões políticas nos Estados Unidos, com resignação de um alto funcionário do governo Trump em protesto à guerra. Questionado sobre a percepção de que a guerra tenha envolvimento israelense, Akunis afirmou que Israel não interfere na política interna dos EUA.
Foi comentada a posição de aliados europeus, com críticas a laços de parceria. O chanceler israelense mencionou ainda que outras capitais não apoiam o conflito, contrastando com o apoio visitante de Israel aos EUA, segundo a leitura defendida pelo entrevistado.
Akunis tratou ainda da continuidade da operação contra redes iranianas fora do território iraniano, incluindo Hezbollah no Líbano, e indicou que ações contra o Irã visam fragilizar unidades iranianas na região. O diplomata ressaltou o interesse em restaurar a estabilidade regional e abrir diálogo com governos vizinhos, desde que haja cooperação contra organizações que operam sob influência iraniana.
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