O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de empregar tropas terrestres na guerra contra o Irã, uma mudança que, até semanas atrás, era tida como improvável. A decisão pode alterar o caráter e a intensidade do conflito.
Autoridades discutem o envio de milhares de militares para ampliar a flexibilidade operacional, sem decisão tomada até o momento. A ideia é evoluir de ações aéreas e navais para missões terrestres mais direcionadas.
Cenários em avaliação
A operação tem objetivos amplos, como desmantelar a capacidade de mísseis balísticos iranianos, enfraquecer a Marinha e impedir avanços nucleares. Entre as hipóteses estão ações para controlar estoques de urânio enriquecido.
Também é discutida a tomada da ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações de petróleo, embora seja considerada de alto risco por vulnerabilidade a ataques.
Outra possibilidade envolve o Estreito de Ormuz, com presença de tropas na costa para proteger a passagem de petroleiros, o que poderia acirrar reações regionais.
Riscos, opinião pública e próximos passos
Proteção de infraestruturas energéticas, como o campo de gás South Pars, é debatida, mas demanda presença contínua no solo e eleva exposição a drones e insurgentes.
Especialistas mencionam a hipótese extrema de invasão em larga escala, porém com grandes dificuldades logísticas e políticas.
O debate ocorre em meio a oposição interna nos EUA e ao cenário de eleições de meio de mandato, que limitam ações arriscadas.
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