Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeed Davoudi foram executados na cidade de Qom, ao sul de Teerã, na quinta-feira, por crimes ligados à repressão aos protestos de janeiro. Eles teriam participado da morte de dois policiais e de ações consideradas a favor de Israel e dos Estados Unidos. A decisão foi anunciada pela agência judicial Mizan.
Segundo a justiça iraniana, os condenados estiveram envolvidos em atividades que caracterizariam guerra contra Deus, moharebeh, conforme a legislação local. A execução ocorreu após cumprimento de pena capital, em meio a um dos períodos de maior tensão no país. A imprensa estatal manteve o relato factual das sentenças.
Organizações de direitos humanos afirmaram que o trio foi julgado sem devido processo e que as confissões teriam sido obtidas sob tortura. A denúncia inclui a participação de Mohammadi, jovem de 19 anos, que já havia competido em torneios internacionais de luta.
Contexto recente
Na véspera, outro iraniano, Kouroush Keyvani, nacional dual Iran-Suécia, foi executado por espionagem para Israel, em uma punição igualmente condenada por a União Europeia. Autoridades destacaram que a escalada envolve ataques mútuos entre potências regionais e ocidentais.
IHR (Iran Human Rights) informou que as execuções elevam o risco de novas punições contra manifestantes e prisioneiros políticos, especialmente em meio ao acirramento do conflito na região. A ONG ressaltou que Mohammadi completou 19 anos recentemente e que houve freio no direito de defesa adequado.
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