A passagem de Rafah, entre Gaza e o Egito, reabriu nesta quinta-feira de forma limitada, pela primeira vez desde o fechamento em 28 de fevereiro. O funcionamento depende de autorização de coordenação entre as partes e está limitado a circulação de pacientes e acompanhantes, conforme fontes oficiais.
A reabertura envolve a passagem em ambos os sentidos para palestinos que viajam ao Egito para tratamento médico e para quem retorna a Gaza. A notícia foi confirmada por autoridades palestinas e egípcias, além do órgão israelense responsável pela defesa civil, o Cogat.
Pelo menos 25 palestinos, entre eles oito feridos, teriam saído de Gaza para o Egito, segundo uma fonte do Crescente Vermelho egípcio que pediu anonimato. O Cogat confirmou a reabertura, sem detalhar números adicionais.
Coordenação e monitoramento
A referência à reabertura foi divulgada pela Al-Qahera News, ligada aos serviços de inteligência egípcios, indicando que o tráfego ocorre em dois sentidos. Imagens mostraram ambulâncias prontas para transportar pacientes entre os dois lados.
Israel informou que Rafah estaria reaberta na quarta-feira, mas o prazo não foi cumprido. A retomada depende de coordenação com o Egito e autorização das forças de segurança, com monitoramento da missão fronteiriça da União Europeia.
A União Europeia enviou, em fevereiro, uma missão de assistência fronteiriça a Rafah para acompanhar o fluxo de pessoas e facilitar a coordenação entre as partes, com foco na assistência humanitária e na segurança da região.
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