A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE encontrará meios para liberar o empréstimo de 90 bilhões de euros a Ukraine, mesmo com a resistência vigente da Hungria. O anúncio ocorreu nesta sexta-feira, após cúpula em Bruxelas.
Segundo Von der Leyen, a UE vai entregar o financiamento de uma forma ou de outra, mantendo o compromisso assumido com Kyiv. A declaração foi feita após líderes da UE não conseguirem convencer o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, a retirar o veto.
A reunião de Bruxelas reuniu líderes para tratar do empréstimo, considerado vital para a assistência financeira a Ukraine. A Hungria mantém o bloqueio enquanto discute condições relacionadas ao petróleo, segundo apurações da imprensa.
Contexto e desdobramentos
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e outros dirigentes receberam a defesa de que o acordo deve ser honrado. Um veto húngaro provocou críticas entre os seus pares e gerou debate sobre a coesão entre os Estados-membros.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que a Comissão foi incumbida de buscar meios para pagar o empréstimo. Ele classificou o veto de Orbán como um ato de deslealdade sem precedentes, destacando impactos na confiança entre os EUA e a UE.
A situação ocorreu em meio a críticas pela resistência de Budapeste, que envolve condições econômicas e energéticas. A imprensa acompanha a evolução do impasse e as opções disponíveis para manter o fluxo de apoio a Ukraine.
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