Colombo enfrenta dias de névoa intensa que reduz a visibilidade do céu e agrava a qualidade do ar na capital comercial do Sri Lanka. O fenômeno afeta a vida cotidiana e eleva a irritação nos olhos e vias respiratórias.
Moradores e trabalhadores municipais relatam dificuldade para respirar, com a visibilidade comprometida. A funcionária pública Santhanam Mary, com 13 anos de atuação, observa que a cidade nunca esteve tão nublada pela poluição.
A origem da névoa é tida como resultado de poluição local e transfronteiriça. O governo do Sri Lanka aponta Índia como responsável pela poluição cruzada, enquanto o governo indiano nega e atribui boa parte às emissões nacionais.
O governo sri-lanquense também cita fontes locais, como emissões veiculares, poeira de obras e queima de resíduos agrícolas, como contribuidores. Planos para reduzir emissões estão em curso, mas o progresso é pouco perceptível.
A saúde pública registra impactos relevantes. O Ministério da Saúde indica aumento de doenças respiratórias e de conjuntivites, com maior vulnerabilidade entre crianças, idosos e pessoas com condições pré-existentes.
A questão transfronteiriça exige cooperação regional. Há acordo entre Índia e Sri Lanka para gestão da qualidade do ar, porém medidas concretas ainda não foram adotadas, segundo especialistas.
Além do impacto sanitário, o nevoeiro reduz fluxo turístico e altera a rotina diária de moradores. Praias e atrações de Colombo lembram menos visitantes, enquanto moradores enfrentam dificuldades para atividades diárias.
O governo do Sri Lanka busca apoio internacional e cooperação regional para enfrentar a poluição. Enquanto isso, a população aguarda céus mais claros e ar mais limpo.
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